Central de Agendamento

(51) 3330-2444

Glaucoma

unidade científica > portal da saúde ocular > glaucoma

O glaucoma caracteriza-se por ser uma neuropatia, doença de acometimento de estruturas nervosas, progressiva causando perda visual irreversível. A perda da visão deve-se à morte de fibras do nervo óptico. É uma doença multifatorial, cujo principal fator de risco é a hipertensão ocular. Porém, este não é determinante exclusivo da doença, e nem o fato de não haver "hipertensão ocular" não exclui a possibilidade da doença. Trata-se, então, do glaucoma de pressão "normal", ou seja, o indivíduo apresenta pressões dentro da média da população em geral, e abaixo do limite convencionado como patológico, porém evolui com as mesmas perdas do glaucoma por hipertensão ocular. Existem diversos tipos de glaucoma, o mais comum é o crônico simples, mas ocorrem os secundários à problemas oculares primários, ou até mesmo em conseqüência de doenças sistêmicas ou fatores externos.

O tratamento baseia-se em baixar o único fator de risco controlável até o momento, que é a pressão intra-ocular. Obtém-se esta redução por meios clínicos (colírios), ou cirúrgicos. A diminuição da pressão é caracterizada como pressão alvo, a pressão que, de acordo com critérios clínicos, é adequada para atrasar a progressão da doença. Opta-se, em um primeiro momento, por colírios para baixar a pressão, já que é um tratamento efetivo, menos invasivo, e com menos complicações. Pode-se usar apenas um colírio se este atinge a pressão alvo para cada indivíduo separadamente, ou associar classes diferentes de colírios como efeito aditivo. A indicação de cirurgia ocorre se o paciente não atinge a pressão alvo, mesmo com três classes de colírios diferentes, se a pressão é limítrofe e documenta-se a progressão da doença (seja por campimetria, seja por avaliação do nervo óptico), se a pressão inicial é muito elevada e sabe-se que os colírios, mesmo associados, não atingirão a pressão alvo (limite terapêutico da medicação), se o paciente não tem condições (sejam sociais ou comportamentais) de manter um tratamento estável, e se o paciente é intolerante às medicações.

A cirurgia antiglaucomatosa não tem por finalidade reestabelecer a visão, (o dano já ocorrido é irreversível), mas sim preservar a visão que ainda resta. Grosseiramente, a cirurgia seria um "quarto colírio", é um método mais agressivo de baixa a pressão intra-ocular. Esta cirurgia é muito eficiente, mas de resultados extremamente variáveis, sendo o principal fator determinante de seu sucesso o controle da cicatrização da ferida operatória. Apesar de se empregar uma técnica padrão, o resultado pós-operatório é muito variável, dependendo, principalmente, da resposta inflamatória e cicatricial de cada caso; portanto, é uma das cirurgias que podem apresentar mais complicações no pós-operatório (hipotonia ocular persistente, vazamento externo de líquido intra-ocular, entre outras), muitas vezes necessitando de reintervenções. Isto deve ficar claro ao índivíduo que se submeterá à cirurgia: o resultado é um continum do pré, trans e pós operatório, e muitos resultados dependem dos cuidados do paciente no pós-operatório.

A técnica mais empregada é a trabeculectomia, que consiste na criação de uma comunicação do espaço intra-ocular anterior ao espaço subconjuntival. Deste modo, a pressão diminui por aumento de volume para a distribuição do líquido, bem como a absorção do mesmo pelos vasos sangüíneos conjuntivais. A cirurgia apresenta bons resultados, eliminando, ou diminuindo drasticamente a necessidade de colírios para controle pressórico. O sucesso cirúrgico não elimina o acompanhamento médico, pois, a cirurgia pode durar alguns meses a anos, e a pressão pode voltar a elevar-se, continuando o dano ao nervo óptico.

Eventualmente pode ser necessária a realização de nova cirurgia, mesmo com a anterior funcionante, já que a pressão pode se superpor à capacidade de filtração da cirurgia prévia e da atividade dos colírios. Neste caso, costuma-se optar pelo uso de uma medicação no trans-operatório para reduzir a cicatrização da comunicação subconjuntival.

Outra técnica, mais recente, é a utilização de implantes subconjuntivais de drenagem. É uma técnica em que se implanta um dispositivo artificial que funciona como uma válvula, também comunicando o espaço intraocular, com o subconjuntival. É uma técnica reservada para o caso de tentativas falhas com a trabeculectomia, em casos de glaucoma neovascular, e em alguns glaucomas congênitos (também após falha de técnicas padrão para este tipo de glaucoma). Suas taxas de sucesso são inferiores à técnica convencional, pois como trata-se de um corpo estranho, induz reação inflamatória, com conseqüente "aprisionamento" progressivo do dispositivo. Neste caso pode-se remover o processo ao redor do dispositivo, tornando-o funcionante novamente.

As cirurgias antiglaucomatosas são métodos eficientes de controlar a pressão intra-ocular, mas sua indicação não deve superpor o uso de medicações. É, portanto, um método aditivo aos colírios e deve ser individualizada, levando em consideração a expectativa do paciente, a necessidade cirúrgica, a severidade da doença, fatores sociais. Sua principal função é retardar a evolução da doença, não curá-la, tampouco reestabelecer a visão já perdida.

Atenção

Todas as informações contidas neste site possuem caráter informativo, não substituindo, em hipótese alguma, as orientações de seu médico.

Dr. Carlos Henrique Muniz
Dr. Carlos Henrique Muniz + currículo + artigos publicados

Centrais de Atendimento

Quintino Bocaiúva

(51) 3330 2444 - (51) 3330 6834
Rua Quintino Bocaiúva, 673
Moinho de Vento - Porto Alegre/RS - CEP 90440-051

Mãe de Deus Center

(51) 3378 9969 - (51) 3378 9968
Av. Soledade, 569, Torre Alfa, Sala 905
Petrópolis - Porto Alegre/RS - CEP 90470-340

Instituto de Olhos Rio Grandense

(51) 3307-0406 - (51) 3307-8991
Paseo Zona Sul
Avenida Wenceslau Escobar, 1823, Sala 320
Tristeza - Porto Alegre/RS - CEP 91900-000

Inteligência Web